Há dias em que a vida parece pedir velocidade. Responder, produzir, resolver, atravessar. E, no entanto, algumas das coisas mais importantes acontecem justamente no intervalo entre uma tarefa e outra.
Prestar atenção é uma forma silenciosa de cuidado.
O cotidiano também é matéria-prima
O que chamamos de rotina costuma esconder uma coleção de pequenas narrativas. Uma conversa no elevador, uma pausa antes da resposta, o jeito como alguém recolhe a própria pressa para escutar o outro.
Talvez a atenção seja menos uma técnica e mais uma disposição: a escolha de não tratar o mundo como cenário de fundo.
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