Receio que, ao longo da vida, percamos a capacidade de sentir.
Um corte no dedo era motivo para um choro profundo quando éramos crianças. Agora, parece que arrancam nossas vísceras com as unhas e permanecemos em silêncio.
Não porque tenhamos nos tornado mais fortes.
No fundo, talvez estejamos mais fracos — sem vigor até para chorar.
