A história deste ex-goleiro do Uberaba Sport Club começou cedo na categoria profissional. Com 14 anos, Diron começou a sua carreira no Colorado. Foram sete anos defendendo o USC, sob o comando de grandes treinadores. "Na época não tinha categorias como o juvenil e fui direto para o profissional. Passei por grandes técnicos como Carlos Alberto Silva, Loure Sandri e Domingos Barone".
Diron saiu do Uberaba Sport Club em 1984 e foi para o Juventus, onde permaneceu por cinco anos. O goleiro passou por Uberlândia, Jaboticabal e União Bandeirantes, encerrando a sua carreira aos 32 anos no clube do Paraná.
Diron relembra dois jogos marcantes na sua carreira. "Eu guardo duas partidas importantes. Contra o Santa Cruz, no Campeonato Brasileiro tínhamos que vencer por 5 a 0. Ninguém acreditava na gente. E fizemos o dever de casa. O segundo foi o jogo no Maracanã. Transmitido para todo o Brasil, fizemos 2 a 0 no Flamengo. Depois, de virada, perdemos por 4 a 2."
Com 55 anos, Diron se formou em educação física em 1981 e hoje trabalha na área, como professor.
Casado há nove anos com Neiva de Carvalho, Diron não tem filhos e fala sobre a emoção de ser homenageado, recebendo o troféu oferecido pelo Grupo JM de Comunicação, elegendo os jogadores da Seleção de Todos os Tempos. "Eu fiquei realmente orgulhoso. Porque eu não esperava. Na minha época de jogador, havia muitos amigos que foram bons goleiros. Hoje não existe um goleiro uberabense que se destaque. Fico muito emocionado pela lembrança e satisfeito pela iniciativa. Minha esposa e os meus amigos também ficaram muito felizes. Estou muito satisfeito pelo trabalho que realizei e, principalmente, pelo reconhecimento da imprensa. Vou contar para os meus alunos que fui escalado para a Seleção dos Melhores".
