Eu quero um mundo são,
com loucos balbuciando poesias ao pôr do sol.
Quero um livro aberto
para as mentes fechadas.
Quero que pensar seja definitivo
e que a superficialidade seja abolida.
Quero dançar na chuva
ao som da melodia noturna.
Quero ser respeitada
por ser apenas eu,
sem personagens.
Quero um mundo de gente de verdade,
com riso e choro frouxos.
Quero que minhas feridas sejam expostas
e que minhas dores sejam curadas
em um cálice de amor e vinho.
Quero o gozo no amanhecer
e que mais gente possa se interessar
pelo próprio prazer.
Quero que meu coração acelere
nas curvas e nos tropeços da vida.
E que ninguém,
ninguém,
me impeça de viver em liberdade.
