Desde 1958 quando começou a jogar futebol Valter Goulart ao longo dos 14 anos de carreira, tem muito do que se orgulhar.
Depois que deixou o futebol, em 1972, ele se formou em economia e contabilidade. Com 71 anos, está aposentado e casado há 25 anos, com Joana D'Arck Teixeira. Valter tem um filho do primeiro casamento, Amauri Antônio Goular, que mora em Araguari.
O jogador foi convocado quatros vezes para a Seleção Mineira de Futebol e chegou a conquistar o Brasileiro com a equipe.
Valter jogou contra a Argentina com a camisa da CBF no Mineirão e recorda o placar com gargalhadas. "Tanto na partida contra a Argentina como contra a Rússia, o placar foi 0 a 0. Ninguém fez nada nas duas partidas. Colocaram uma rede na frente do gol. A bola não entrou de jeito algum", brinca o ex-jogador.
A partida, realizada no dia 05 de setembro de 1965, contra o River Plate da Argentina foi realmente um marco histórico para o jogador. Numa noite de festa em Belo Horizonte, ele jogou diante de um público de 73.201 torcedores, inaugurando o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão. O jogo inaugural do Mineirão terminou com vitória da seleção mineira, por 1 a 0
O jogador, que nunca disputou a segunda divisão, jogou pelo América Mineiro e encerrou a carreira no Nacional Futebol Clube, de Uberaba.
Valter recorda a partida contra o Santos de Pelé. "Ganhamos a partida por 2 a 1. Fiz um gol aos 7 minutos do primeiro tempo e fiz a assistência para o Dirceu Lopes marcar o dele e o Pelé, marcou para o Santos. Jogar contra ele é difícil só que sempre entrávamos em campo pensando na nossa equipe, não preocupava".
Escalado pelo Grupo JM para compor a Seleção de Todos os Tempos, Valter Goulart confessa a surpresa com a iniciativa da Rádio JM e do Jornal da Manhã. "Para mim é uma satisfação muito grande. Sinal que não fui esquecido. Acho louvável a iniciativa que parte de um Grupo como o do Jornal da Manhã. É raro ver isso aqui em Uberaba. Quando fomos campeões com a Seleção Mineira, tinha um centroavante que jogava no Uberlândia e foi recepcionado na época com o carreata no carro do corpo de bombeiros. Eu cheguei em Uberaba, ninguém nem sabia que já estava aqui. A única pessoa que me recebeu foi o Sapucaia. Por isso parabenizo a iniciativa porque realmente é uma raridade aqui na cidade, infelizmente, mas, é".
