Washington Diogo Balduino acaba de viver a maior emoção de sua carreira, como jogador de futebol.

O volante-capitão do Uberaba Sport Club conquistou o seu primeiro título profissional e não esconde a emoção que sentiu na tarde do dia 15 de novembro, quando o colorado se sagrou campeão da Taça Minas Gerais. "Levantar o troféu é algo inexplicável. Fiquei feliz demais. Até porque, os torcedores do Uberaba Sport são fanáticos. Saber que o seu trabalho foi tão gratificante para eles, como é para o jogador, marca a vida do atleta."

Com 27 anos, Balduino relembra as dificuldades enfrentadas para vir a Uberaba e treinar na antiga Sede Social do USC (Cascata), enquanto residia com a família, na zona rural.

"Eu tinha 10 anos. Fazia as atividades físicas no Cascata, com o Jardel e com o Paulão. No início, não tive apoio da minha família, porque o meu pai trabalhava muito e a minha mãe também não tinha como me trazer todos os dias a Uberaba para treinar. Depois que mudamos para a cidade, em 1998, passei a integrar a equipe juvenil do Uberaba Sport, com o treinador João da Guga. Só então comecei a acreditar que poderia ser um jogador profissional".

Hoje, o futuro fisioterapeuta já pode contar com o apoio dos pais, Ivan Balduino e Terezinha Teixeira, e com o companheirismo da noiva, Lívia Cristina. São a eles que o jogador recorre nos momentos difíceis. "Os piores momentos são quando vêm as derrotas. Na Série D, por exemplo, quando não conseguimos o acesso, fiquei extremamente chateado. Passamos por dois mata-matas difíceis e perdemos o terceiro, juntamente com a possibilidade de disputar a Série C. Isso é uma coisa que abala a gente e difícil de superarmos sem a ajuda dos que estão à nossa volta".

Para o futuro, Balduino revela a vontade de, um dia, defender uma equipe maior. Por enquanto, o volante espera obter bons resultados com o Uberaba Sport Club, ajudando-o a recuperar o prestígio que teve tempos atrás.

Para isso, Diogo Balduino acaba de receber mais um incentivo. Eleito como o melhor jogador profissional de 2009, o capitão colorado não esconde a felicidade por ter o seu trabalho reconhecido.

"Dou muito valor às menores coisas que eu consigo. Só eu sei da dificuldade que é conquistar um troféu ou uma medalha como reconhecimento. Ainda mais vindo de uma rádio e um jornal "pé quente" mesmo, que vem divulgando o USC, e sobretudo por saber que vocês reconhecem o meu esforço. Acredito que outros colegas poderiam receber este troféu, mas eu sou um jogador de Uberaba, defendendo o time da cidade onde eu nasci. Podem ter certeza que, em 2010, farei o melhor, não apenas para receber o prêmio, mas para agradecer a todos que acreditam no meu trabalho".